ANTES QUE APAGUEM A ÚLTIMA LUZ DA DEMOCRACIA

SINTAJ COMUNICA
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Estamos às vésperas das eleições para decidir quem irá conduzir o Brasil por supostamente 4 anos. Porque caso o Bolsonarismo vença, a economista deles já informou que somente haverá eleições  em 8 anos. Portanto, escrever para a classe trabalhadora neste momento histórico é mais do que uma escolha; é um dever de consciência sindical e cidadã. O cenário político atual exige profunda preocupação e reflexão: o que está em jogo nas urnas não é apenas uma alternância rotineira de poder, mas a sobrevivência dos nossos direitos e da própria dignidade humana.

De um lado, Flávio Bolsonaro apresenta um plano de governo baseado na desestruturação dos serviços públicos essenciais. É um projeto que ameaça diretamente a soberania nacional e retira direitos fundamentais da sociedade ao priorizar privatizações e o desmonte do aparato estatal.

Essa proposta fragiliza o funcionalismo público por meio da precarização de carreiras e do enfraquecimento da estabilidade, o que compromete diretamente o atendimento à população que mais precisa. Além disso, o enfraquecimento das pautas sociais congela investimentos em áreas essenciais, sufocando conquistas históricas como os programas de transferência de renda e de segurança alimentar.

De outro lado, Luiz Inácio Lula da Silva ergue a defesa da democracia, da reconstrução institucional e da valorização de quem trabalha. Diante desse panorama, posicionar-se tornou-se um ato de autodefesa. Afinal, sem democracia não há espaço para negociação, direito à greve ou voz para a classe trabalhadora.

A proposta de diminuir a atuação dos sindicatos, defendida pela linha política de Flávio Bolsonaro, ataca diretamente a nossa principal ferramenta de resistência coletiva. Sem a força de um sindicato autônomo, a trabalhadora e o trabalhador fica isolado e vulnerável diante das pressões do patronato e do Estado. Isso inviabiliza conquistas salariais, destrói acordos coletivos e abre margem para a perda de benefícios históricos.

No campo da transparência, as contradições entre as duas candidaturas ficam evidentes. Diante de suspeitas financeiras, Flávio Bolsonaro manteve seus dados protegidos sob sigilo.

Em contrapartida, Luiz Inácio Lula da Silva adotou uma postura de abertura, disponibilizando voluntariamente seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, estendendo essa medida aos seus familiares e colocando as informações à disposição das autoridades e de toda a sociedade.

Que a consciência e a clareza dos fatos prevaleçam sobre os ataques pessoais neste momento decisivo. Para resgatar a dignidade, proteger a soberania e reconstruir o Brasil, o exercício do voto deve ser um compromisso com a classe trabalhadora.

Para consolidar o projeto de valorização social e assegurar os direitos históricos, o caminho aponta para o voto 13 no próximo domingo, 25 de outubro.

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