Entre 2015 e 2020, inflação corroeu cerca de 37% do salário dos trabalhadores do Judiciário baiano

De acordo com estudo realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), entre janeiro de 2015 e dezembro de 2020 o salário dos trabalhadores do TJ-BA (Tribunal de Justiça do Estado da Bahia) acumulou uma perda de 36,96% se medida pelo IPC...

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De acordo com estudo realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), entre janeiro de 2015 e dezembro de 2020 o salário dos trabalhadores do TJ-BA (Tribunal de Justiça do Estado da Bahia) acumulou uma perda de 36,96% se medida pelo IPCA-IBGE e de 37,71% de acordo com o INPC-IBGE.

Deveriam ser esses um dos percentuais pagos aos servidores, em 1º janeiro de 2021, para que eles pudessem recuperar o poder de compra que tinham em 1º de novembro de 2015, mês em que foi paga a última parcela do reajuste do referido ano, que apenas cobria a inflação de 2014. Desde janeiro de 2016, os trabalhadores não recebem a reposição e veem a inflação acumulada diminuir de forma progressiva e consistente o poder aquisitivo da categoria.

O documento ainda destaca outros problemas. Segundo o estudo, mesmo que estivessem recebendo a reposição isso não significa que a remuneração dos trabalhadores estaria em um patamar adequado. “A ausência de ganhos reais não permite a elevação do poder de compra, apenas sua manutenção”, diz a peça.

O estudo também demonstra que mesmo nos anos de 2013, 2014 e 2015, nos quais a reposição foi paga, os servidores amargaram prejuízos pelo fato de a implantação ter sido feita de forma parcelada. “Esse parcelamento, por si só, significou também uma perda de poder aquisitivo durante o período do ano onde apenas a primeira parcela havia sido paga”, afirma o estudo. Nesses anos, o efeito da inflação só foi realmente aplacado no mês de julho, em 2013 e 2014, e em novembro, no caso de 2015. “Além disso, significou um período com poder de compra sem a recomposição total da inflação passada e mais perdas devido à inflação daquele momento”, completa o documento.

O estudo ressalta que, apesar de em momentos de crise ser uma alternativa melhor receber a reposição de forma parcelada do que não receber, o correto e ideal é que o benefício seja pago de uma só vez. “É sempre desejável o reajuste pago em apenas uma única parcela, especialmente, quando o mesmo não traz ganhos reais” finaliza a peça. O estudo foi encomendado pelo SINTAJ.

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