Trabalhadores do Judiciário baiano iniciarão movimento por retorno ao teletrabalho

Os trabalhadores do Judiciário baiano decidiram, neste sábado (29), que, a partir do dia 7 de junho, iniciarão um movimento de manutenção do teletrabalho para obrigar o TJ-BA (Tribunal de Justiça da Bahia) a decretar oficialmente o recuo da fase 2 da volta às atividades presencia...

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Os trabalhadores do Judiciário baiano decidiram, neste sábado (29), que, a partir do dia 7 de junho, iniciarão um movimento de manutenção do teletrabalho para obrigar o TJ-BA (Tribunal de Justiça da Bahia) a decretar oficialmente o recuo da fase 2 da volta às atividades presenciais para o trabalho remoto. A decisão foi tomada em assembleia geral realizada pelo SINTAJ.

A manifestação, nomeada pelos servidores de “Estado de Mobilização com Teletrabalho em Defesa da Vida”, consistirá no exercício do teletrabalho como forma de protesto. Ao invés de irem para as unidades realizar trabalho interno, como exige a fase 2 implantada precocemente pela Corte, os trabalhadores permanecerão exercendo as suas atividades de maneira remota.

O objetivo do movimento é demonstrar o descontentamento com a decisão arriscada do Tribunal - que estipulou uma volta ao trabalho presencial mesmo com a alta de casos na Bahia e o grande risco de uma terceira onda de Covid-19 - sem prejudicar a população que precisa utilizar os serviços da Justiça.

Ainda na mesma assembleia, os trabalhadores elegeram, por aclamação, uma comissão de onze membros para debater o auxílio-saúde. A verba foi aprovada, nesta quarta-feira (26), no Tribunal Pleno do TJ-BA com a exclusão de aposentados e pensionistas. O grupo discutirá estratégias para reverter a não inclusão dessa parte da categoria.

Da base foram eleitos sete membros para a comissão: Tiago Pascoal, Adelson Costa, Walter Soares, Rodrigo Uzêda, Luis Henrique Nogueira, Samuel Souza e Carlana Faria. Os outros quatro participantes serão escolhidos entre os coordenadores do SINTAJ.

Durante o encontro, os coordenadores também passaram para os trabalhadores informações sobre os PAs (Processos Administrativos) abertos pelo sindicato pedindo revisão das regras de pagamentos de determinados passivos e fizeram comentários sobre as condições de trabalho nas unidades e as regras do auxílio-saúde. A coordenação deixou claro que está realizando todos os esforços para solucionar essas questões.

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